Entrevista - Marcão
Por Renato Azambuja e Thiago Bezerra

Como surgiu sua paixão pela bola?

Todo garoto tem o sonho de ser jogador de futebol, e eu sempre tive esse sonho. Demorei a me profissionalizar, mas gosto muito do que faço e espero dar muitas alegrias à torcida do GAMA

Por que você escolheu ser zagueiro?

Na verdade, como peladeiro, eu jogava no ataque, mas passei a treinar em outras posições e me dei bem como zagueiro. Quando surgiu a oportunidade, fiz um teste para zagueiro e segui carreira nesta posição. Mas não é um posição muito boa. Goleiro e zagueiro são posições meio infratas porque você acerta 99 e erra 1 acaba sendo culpado da derrota. Mas a gente procura fazer o melhor e seguir em frente na nossa batalha.

Você já jogou na China, como foi sua experiência lá?

Em termos financeiros foi uma experiência boa, mas em termos profissionais não gostei. É uma cultura muito diferente, a comida também e a língua é muito difícil de se aprender. Só no financeiro compensa, mas dinheiro não é tudo e a gente tem que pensar um pouco em viver a vida também.

Qual foi o melhor momento na sua carreira até agora?

Já tive vários bons momentos. Tive um bom momento na Copa João Havelange, em 2000 com o Juventude, tive um bom momento recentemente com o Fortaleza, em 2002, quando conseguimos acesso a Série "A" e graças a deus, por onde eu tenho passado procuro desenvolver um bom trabalho para abrir as portas para voltar a equipes que já atuei.

Como é jogar no GAMA?

Desde que cheguei fui muito bem recebido, a garotada é muito boa, os que chegaram comigo pensam da mesma forma. Deixei de ir para equipes que estão na Série "B" para vir pro GAMA porque aqui o pensamento é de crescer sempre.

Você chegou no GAMA e em pouco tempo tornou-se capitão. Como é exercer liderança em um time?

Eu falo sempre que a faixa que a gente coloca no braço é apenas uma representação porque muitas vezes a gente exerce liderança, fala bastante em campo, sem ter a faixa e se torna capitão. Gracas a Deus, por onde eu passei tenho conquistado o respeito de todos e aqui não tem sido diferente, espero manter meu desempenho e conquistar o nosso primeiro objetivo, que é a classificação.

No começo de sua carreira, quem foi o ídolo que te inspirou?

Meu ídolo era o Zico, acho que não só meu mas de vários garotos que tinham minha idade naquela época. Principalmente pela fase brilhante no Flamengo. Com certeza foi meu ídolo tanto dentro de campo, como um bom profissional, como fora de campo era um homem de caráter e isso hoje, no futebol, é muito importante. Eu tenho tentado me espelhar em pessoas como ele, com o caráter bem definido.

A torcida tem elogiado as suas atuações. Para você, qual é a importância da torcida gamense neste recomeço?

È importante agradar não só a diretoria e a comissão técnica mas também a torcida. Acho que o mais importante do clube é a torcida. A torcida do GAMA está sempre presente nos momentos bons e também nos momentos ruins. Por isso nós temos que ter um grande respeito por ela e fazer de tudo pra que o GAMA chegue aonde ele merece estar, que é, com certeza, na Série "A" do Campeonato Brasileiro. Pela estrutura que o clube tem, só depende de nós, espero que todos tenham o mesmo objetivo que eu, promover o GAMA à Série "B" e, consequentemente à Série "A", para que a torcida volte a campo, nos apoie e que a gente possa retribuir a ela com boas atuações.